Startups de sucesso recusam negócios bilionários.



 PORQUE STARTUPS DE SUCESSO RECUSAM NEGÓCIOS BILIONÁRIOS

Porque startups de sucesso recusam negócios bilionários ofertados para consolidar seus empreendimentos.

O que está por trás desse negócios. Seria a ganancia de ter lucros cada vez maiores? Numa tentativa de supervalorizar seu negócio?

Talvez acham que seus projetos valem muito mais e tem potencial de gerar ganhos expansivos.

Para compreender melhor suas estratégias sugiro que leia também alguns artigos anteriores nesse mesmo blog como: “Estratégias de marketing” e “Empreendedores startups

Até o momento em que comecei escrever esse artigo, não entendia porque recusavam grandes negócios.

Vamos tentar entender:

O QUE SÃO STARTUPS DE SUCESSO

Dentro do segmento das empresas de pequeno porte, existe uma modalidade de empresas específica: as empresas emergentes (start-ups), que podem ser definidas como empresas iniciantes de tecnologia.

Uma empresa emergente é uma empresa recém-criada, ainda em fase de desenvolvimento e pesquisa de mercados.

O termo tornou-se popular internacionalmente durante a bolha da internet, quando um grande número de “empresas.com” foram fundadas.

Base tecnológica

Essas empresas, normalmente de base tecnológica, possuem espírito empreendedor e uma constante busca por um modelo de negócio inovador.

Este modelo de negócios é a maneira como a empresa emergente gera valor – ou seja, como transforma seu trabalho em dinheiro.

Um exemplo é o modelo de negócios do Google que se baseia em cobrar por cada clique nos anúncios mostrados nos resultados de busca.

Modelo de negócio

Outro exemplo seria o modelo de negócio de franquias: o franqueado paga royalties por uma marca, mas tem acesso a uma receita de sucesso com suporte do franquiador – e por isso aumenta suas chances de gerar lucro.

Empresas que criam modelos de negócio altamente escaláveis, a baixos custos e a partir de ideias inovadoras, são empresas startups.

Empresas emergentes não são somente empresas de internet. Elas só são mais frequentes na internet porque é bem mais barato criar uma empresa de software do que uma indústria.

Há também o sentido de “startar” o reposicionamento de uma marca, quando é criado um novo produto ou serviço e o lançam com um novo nome e modelo de negócios, os diferenciando da antiga empresa.

NEGÓCIOS BILIONÁRIOS DAS STARTUPS

Ter dinheiro ajuda também na expansão internacional. “O mercado americano é muito maior do que o brasileiro”, diz Romero Rodrigues, cofundador do Buscapé e sócio do fundo Redpoint eventures.

“Por isso é mais fácil chegar ao valor de US$ 1 bilhão.” Sair do Brasil pode ser, então, uma alternativa para aumentar receita e impulsionar o seu valor.

Negócios globais

Veja o papel das empresas startups na expansão de grandes negócios nacionais e internacionais gerando novos empreendimentos criativos.

A PSafe, por exemplo, montou operações nos Estados Unidos e no México.

Dos 22 milhões de clientes que usam mensalmente seus aplicativos de segurança, um milhão são mexicanos e quatro milhões, americanos.

“O foco é dominar o mercado americano”, diz DeMello.

“É uma tacada de alto risco, mas essa é a natureza de toda startup.”

O último aporte, de US$ 30 milhões, foi quase todo consumido nesse objetivo.

A Movile também atua em sete países. Além do Brasil, está nos Estados Unidos, Colômbia, Argentina, Peru, México e França.

Seus aplicativos já alcançaram 100 milhões de pessoas no mundo. A meta é chegar a um bilhão até 2020.

“Queremos ser uma empresa global”, afirma Bloisi. “Quero ser comparado com Google, Facebook e Apple.”

Mas também não adianta avançar para o mercado externo só para cravar bandeiras em outros territórios.

Dominando seus espaços

Às vezes, dominar o seu pedaço pode ser mais importante.

A 99, por exemplo, surgiu em uma época em que seus rivais estavam com muitos recursos.

Só entrou em outras praças quando dominava a capital paulista e já contava com o aporte dos fundos

A Easy tinha o fundo alemão Rocket Internet por trás.

A SaferTaxi era bancada pelo argentino Kaszek. Sem dinheiro, a solução foi focar exclusivamente em São Paulo.

“Foi um dos nossos maiores acertos”, diz Lambrecht.

Com isso, a empresa pôde desenvolver um relacionamento mais próximo aos taxistas, entendendo suas necessidades, o que foi essencial para o desenvolvimento do aplicativo.

Monashees e da Tiger Global. Hoje, está em 550 cidades, conta com 140 mil taxistas e motoristas profissionais cadastrados e conquistou 10 milhões de clientes.

Agora, com a Didi Chuxing, o plano é investir os recursos no serviço Pop, uma espécie de Uber da 99, intensificando a disputa com a startup mais valiosa do mundo.

Hoje, eles brigam em São Paulo e no Rio de Janeiro. Até o fim do ano, a meta é estar em 10 cidades.

Sair do Brasil está nos planos, mas mais para frente.

A Didi Chuxing enxergou que dominamos o Brasil e que poderíamos nos expandir para outros mercados da América Latina”, afirma Lambrecht.

CONSOLIDANDO BONS NEGÓCIOS

O empreendedor pode ter dinheiro, pode sair comprando empresas para consolidar mercados, pode até mesmo avançar internacionalmente.

Mas nada – nada mesmo – é tão importante quanto à obstinação por construir um negócio que gere valor, sem ceder as tentações de ficar rico rapidamente.

Porque não temos um unicórnio

“Um dos motivos pelo qual o Brasil não tem um unicórnio é que muitos empreendedores vendem seu negócio muito cedo”, diz um investidor de startups.

“Eles recebem propostas de US$ 50 milhões e não pensam duas vezes.” Não foi o caso de Rodrigo Borges, CEO da Hub Prepaid.

No ano passado, ele diz que recebeu uma proposta de R$ 1 bilhão, mas recusou a oferta.

“Acredito que a empresa vai valer muito mais no futuro”, afirma Borges.

Holding

A Hub Prepaid é uma holding que reúne seis empresas voltadas a meios de pagamentos e cartões. Ela é a mais desconhecida das grandes startups brasileiras.

Mas isso não é nenhum problema. “Somos um bom coadjuvante”, afirma Borges. “Estamos por trás dos meios de pagamento. Por isso, ninguém nos enxerga.

” A 99 ilustra essa estratégia de ficar longe dos holofotes. Seu cartão pré-pago para pagar as corridas dos taxistas funciona com a tecnologia da startup.

“Fazemos toda a operação financeira”, diz Borges. “A 99 não funciona sem a gente.”

A Hub Prepaid tem 300 clientes, entre eles a Caixa Econômica Federal e o Mercado Livre.

Persistência é a alavanca de bons negócios

Quem também teve que ser obstinado para levar adiante sua ideia foi o colombiano David Vélez.

Quando veio morar no Brasil, sua missão era encontrar startups para o fundo americano Sequoia.

Mas depois de muitas pesquisa, nenhuma das startups que ele analisou foi escolhida para receber investimento.

Ele, então, resolveu ser empreendedor.

Sua ideia surgiu da dificuldade de abrir uma conta bancária, mas Vélez diz que também olhou para a lista das empresas mais valiosas do Brasil e observou que a maioria era de bancos.

“Então, vou criar um banco”, pensou.

Muitos investidores fizeram restrição, dizendo que o mercado era altamente regulado e que os peixes grandes do setor iriam esmagá-lo.

Mas, mesmo assim, Vélez não desistiu e conseguiu que a Sequoia apostasse em sua startup.

A empresa nasceu em 2013, mas o seu cartão de crédito roxo só foi lançado um ano depois.

Desde então, sete milhões de pessoas fizeram pedido para recebê-lo – a startup não informa o número de clientes.

Há ainda uma fila de espera de 500 mil pessoas.

Sem revelar detalhes, a Nubank tem planos de avançar para outros serviços. “O cartão é só o começo”, afirma Vélez.

Evoluir e adaptar

Essa é outra característica fundamental: evoluir, adaptar e até mesmo mudar seu modelo de negócio.

A PSafe, por exemplo, começou apostando na plataforma Windows. Em 2014, mudou para o Android, do Google. Só assim conseguiu deslanchar.

A Movile era uma empresa completamente diferente quando surgiu nos anos 1990. A 99 começou com táxis e agora quer atuar na área de mobilidade urbana, o que expande muito sua atuação.

A única coisa que os empreendedores visionários não mudam é a capacidade de sonhar grande e acreditar que chegarão lá.

A CAPTAÇÃO DE RECURSOS

Poucas startups brasileiras captaram tantos recursos quanto a varejista online de artigos esportivos Netshoes.

No total, foram US$ 215 milhões em rodadas de investimentos lideradas por Tiger Global e Riverwood Capital Partners.

Expansão da Netshoes

Com tanto dinheiro, a empresa expandiu-se de forma acelerada, abriu operações no México e na Argentina e entrou em novas áreas, como a de moda com a marca Zattini.

Agora, ela pode ser a primeira companhia de comércio eletrônico do País a fazer um IPO na Bolsa de Nova York (Nyse).

A Netshoes protocolou seu pedido de abertura de capital na quinta-feira 7.

Se tudo der certo, ela pode alcançar um valor de mercado estimado em US$ 1,2 bilhão, segundo estimativas divulgadas pelo site Brazil Journal.

Abertura de capital

Se conseguir, a Netshoes seria, oficialmente, o primeiro unicórnio brasileiro, uma referência às startups que ultrapassam a cifra bilionária.

Os fundadores da empresa, Marcio Kumruian e Hagop Chabab, são donos de 27,8% do capital da Netshoes, segundo documento apresentado a SEC, o órgão regulador americano.

COMO O CAPITAL ESTÁ DIVIDIDO

A Tiger Global tem 37,38%. A Archy, com 10,6%, a Clemenceau Investments, 8,8% e a Riverwood, com 8,4% complementam a lista de acionistas.

No ano passado, a Netshoes faturou R$ 1,7 bilhão. Mas teve prejuízo de R$ 151,9 milhões.

Apesar de não ter alcançado o lucro, a companhia tem trabalhado para racionalizar sua operação.

Kumruian, que comanda a empresa, adotou estratégias para reduzir a sangria de caixa.

A Netshoes renegociou prazos e condições comerciais com seus fornecedores, em acordos de longa duração.

Renegociação estratégica

A Netshoes renegociou prazos e condições comerciais com seus fornecedores, em acordos de longa duração.

A startup mudou também sua política de fretes gratuitos.

Agora, o consumidor paga pelo serviço, caso queira receber o item na data da compra.

“Ninguém aqui quer construir uma empresa que não para em pé”, disse Kumruian, em entrevista no ano passado.

Até agora, a Netshoes sobreviveu graças ao dinheiro dos fundos de venture capital.

Se conseguir abrir o capital terá de prestar contas para um número muito maior de investidores que talvez não tenham a mesma paciência de Tiger Global e Riverwood.

As táticas arquitetadas pelos grandes empreendedores é confusa,mas uma coisa é certa, em todas essas estratégias todos tem uma coisa em comum, o instinto desbravador, persistência e coragem.

Notas:

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Fonte de pesquisa: Este artigo foi baseado numa matéria de Ralphe Manzoni Jr (Diretor de conteúdo digital da revista “Isto é dinheiro”)

vianello

Julio Vianello é empreendedor digital desde 2013. Acredita que o marketing digital é um mercado em expansão e seu objetivo é ajudar as pessoas a ter seu espaço no mundo digital através de um negócio próprio e rentável.

Website: http://www.virtualsucesso.com

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